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Phares Quoted in Portuguese el Publico article "O guru da jihad renunciou ao terrorismo. Será isto o princípio do fim da Al-Qaeda?"
By Dr Walid Phares
Jul 13, 2008 - 11:53:00 AM

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Walid Phares, especialista em questões de terrorismo global na Foundation for the Defense of Democracies, em Washington, reconhece que "nos últimos anos a Al-Qaeda sofreu uma dissidência e foi abandonada por jihadistas, como o Dr. Fadl, presos por regimes árabes e muçulmanos". Mostra-se, porém, mais céptico do que Anani e Ebeid. "O que está a ser criticado não é a ideologia da Al-Qaeda ou os seus objectivos finais", sublinhou Phares numa entrevista ao P2, por e-mail. "O que tem sido criticado são a gestão e as estratégias" da organização. "Não devemos interpretar mal as críticas na Al-Qaeda", alerta. "Os que abandonaram o jihadismo como ideologia são verdadeiros reformistas, sejam eles da Al-Qaeda ou wahabitas [corrente saudita] clássicos. O jihadismo é medido pela reforma e oposição ao movimento terrorista, não basta criticar as tácticas. Por exemplo, o grosso das críticas a que temos assistido ultimamente, e que deixou muitos entusiasmados no Ocidente, tem a ver com os erros cometidos pela Al-Qaeda, mas não com a rejeição da teoria. Seria como estalinistas criticarem os trotskistas." Se o americano de origem libanesa Walid Phares, autor de The Confrontation: Winning the War against Future Jihad, não apoia as teses de que "a Al-Qaeda está derrotada ideologicamente".

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PÚBLICO: Edição Impressa Versão para cegos
13 de Julho de 2008 - 16h48

Secções PÚBLICO Edição Impressa: Destaque, Opinião, Portugal, Mundo, Temas, Economia, Desporto, Cultura, Local Lisboa, Local Porto, Última Página

Suplementos PÚBLICO: PÚBLICA, ÍPSILON, FUGAS, ECONOMIA,

O guru da jihad renunciou ao terrorismo. Será isto o princípio do fim da Al-Qaeda?
Margarida Santos Lopes


Não, mas pode ser "o fim do princípio". A rede de Osama bin Laden
que, em Agosto, faz 20 anos, tornou-se mais "uma ideia" e menos
"uma organização". O perigo permanece, porque os novos
terroristas seguem ideólogos ainda mais radicais

a A Al-Qaeda sofreu um duro golpe. E não foi um bombardeamento americano que destruiu as suas bases, mas um livro que abalou os seus alicerces. O homem que ajudou Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri a criar "a rede" e se tornou no primeiro teórico da jihad (guerra santa) diz num novo manifesto que "é proibido cometer actos de agressão, mesmo que os inimigos dos islão o façam".
A "revisão" da doutrina de Sayyed Imam Bin 'Abd Al-'Aziz Al-Sharif, conhecido na clandestinidade como Dr. Fadl, criou ondas de choque dentro e fora do movimento islamista, mas nem todos estão de acordo quanto ao impacto que terá sobre a Al-Qaeda, prestes a completar 20 anos de existência, em Agosto. Uns avaliam que a organização está ferida de morte, porque foi abandonada pelo ideólogo que legitimava o terrorismo. Outros desvalorizam a influência de um veterano jihadista sobre uma nova geração da Internet que talvez nunca tenha ouvido falar nele. Outros ainda distinguem entre uma crítica à estratégia e o (não) abandono dos objectivos finais.
A "deserção" do Dr. Fadl tornou-se conhecida, em Maio de 2007, quando fez chegar um fax ao jornal árabe Asharq al-Awsat exortando a que as operações da jihad fossem levadas a cabo segundo a Sharia (lei islâmica). E a Sharia, assegura este cirurgião de 58 anos, não aprova o assassínio de civis e de estrangeiros, o uso de escudos humanos (raptos), o roubo e destruição de propriedades. Estes crimes são contraproducentes e devem cessar, sentenciou, citando o Corão: "Combatam pela causa de Deus os que vos combatem, mas não ultrapassem os limites, porque Deus não ama os transgressores."
Como a sua mensagem foi enviada da prisão de Tora no Egipto, onde cumpre uma pena perpétua, desde que foi extraditado do Iémen em 2004, o Dr. Fadl avisou: "Não é legítimo rejeitar este documento alegando que foi escrito na cadeia, e que um cativo não tem autoridade sobre outros. Não pretendo exercer autoridade sobre ninguém. Não exijo que ninguém aceite o meu ponto de vista em nome da obediência ao líder. A liderança não existe. Não me considero qualificado para emitir éditos religiosos nem estou a redigir novas regras de jurisprudência. Sou apenas um transmissor de conhecimento religioso. Há uma forma de obediência que é maior do que a obediência a qualquer líder, é a obediência a Deus e ao seu Mensageiro [o profeta Maomé]."
Consciente do valor de um texto, subscrito por centenas de outros jihadistas, Zawahiri teve uma primeira reacção, sarcástica, numa mensagem de vídeo colocada na Internet. "Será que agora têm máquinas de fax nas prisões egípcias? Estarão ligadas aos mesmos aparelhos que aplicam choques eléctricos [aos reclusos]?", perguntou, insinuando que a mensagem do Dr. Fadl fazia parte de uma campanha de propaganda do regime de Hosni Mubarak.
Certo é que o fax fez com que vários jornais árabes lutassem pela publicação do Documento para a Correcta Orientação da Actividade Islâmica no Egipto e no Mundo (Wathiqt Trashid Al-'Ami Al-Jihadi fi Misr w'Al-'Alam). A corrida foi ganha por Al-Jarida, no Kuwait, e Al-Masri Al-Yawm, no Egipto, que publicaram as 100 páginas das "revisões" de Dr. Fadl numa série de 15 artigos, em Novembro de 2007.
No Egipto
Para dissipar as suspeitas de arrependimento forçado, o Governo egípcio fez entrar na cela do Dr. Fadl o correspondente no Cairo do influente diário Al-Hayat, de Londres. Do encontro resultou numa longa entrevista em que o "mufti dos mujahedin", como também é conhecido, ilibou as autoridades de quaisquer abusos físicos, e foi ainda mais longe nos ataques pessoais a Bin Laden, mas sobretudo a Zawahiri, que cometera o sacrilégio de lhe ter censurado partes e modificado o seu segundo manual, Al-Jami' fi Talab Al-'Ilm Al-Sharif ou Compêndio para seguir o conhecimento divino.
"Perverter o trabalho de outros é algo que só bandidos e pessoas sem moral e carácter fazem", disse Al-Sharif ao Al Hayat. "Nem Zawahiri nem o seu conselho da Sharia tinham competência para examinar ou corrigir livros, mesmo com permissão do autor. Não têm sequer ninguém capaz de escrever uma só página sem um erro de jurisprudência."
Esta é uma disputa pessoal. Al-Sharif e Zawahiri conheceram-se em 1968, quando ambos eram alunos da Faculdade de Medicina da Universidade do Cairo. "Eu sabia, por outro colega, que ele fazia parte de um grupo islâmico [Al Jihad] que atravessara vários cismas, mas só em 1977 ele me convidou a fazer parte. Perguntei-lhe se tinham estudiosos da Sharia e ele disse que sim", contou. "A minha condição para aderir ao grupo era encontrar-me com os xeques. Só descobri em 1981 [quando o Presidente Anwar Sadat foi assassinado] que Ayman era um charlatão, e que ele próprio era o emir [chefe]. Não havia nenhum xeque e muitos dos seus companheiros foram presos porque ele os denunciou."
No Paquistão
Zawahiri (encarregue do contrabando de armas) também acabou preso mas, em 1984, saiu em liberdade. Em 1986, reencontrou-se em Peshawar, no Paquistão, com Al-Sharif, que ali vivia há três anos, adoptara o nome de guerra de Dr. Fadl e exercia as funções de director no hospital local do Crescente Vermelho (o equivalente muçulmano à Cruz Vermelha). Por esta altura, Zawahiri terá convencido Al-Sharif a tornar-se no emir de uma renascida Al-Jihad, embora o Dr. Fadl só reconheça o seu papel de "consultor da Sharia".
Foi também em Peshawar, a 11 de Agosto de 1988, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão e depois de escrever o seu primeiro manual de terrorismo, que o Dr. Fadl se encontrou com os principais líderes da Al-Jihad. Cada um tinha uma agenda. O palestiniano Abdullah Azzam sonhava atrair os mujahedin para a sua causa; o egípcio Zawahiri queria derrubar o regime de Mubarak; e o multimilionário saudita Osama bin Laden ambicionava criar uma legião de exércitos árabes que expandisse a guerra santa até à Ásia Central e ao Iémen, onde vigorava, na época, um governo marxista. Nasceu assim a Al-Qaeda (A Rede, em árabe).
Em 1989, com a derrota de Moscovo em Cabul, Bin Laden, entretanto declarado apátrida pela família real saudita, e Zawahiri mudaram-se para o Sudão. O Dr. Fadl foi ter com eles, em 1993, e foi aqui que escreveu o que julgava ser a sua última obra teológica, Al-Jami' fi Talab Al-'Ilm Al-Sharif, mais de mil páginas, sob o pseudónimo de Abdul Qader Bin Abdul Aziz.
No Iémen
Em meados de 1994, Al-Sharif deixou Cartum e levou a família (duas mulheres, quatro filhos e duas filhas) para o Iémen. Antes de partir, ofereceu a Zawahiri o manuscrito de Al-Jami' (onde desenvolve a doutrina do takfir/heresia, a que permite um muçulmano acusar outro de blasfémia), para ajudar a financiar a Al-Qaeda.
Refugiado na aldeia de Ibb, apenas interessado nos noticiários e com poucos amigos, por ser um fugitivo e porque era "uma perda de tempo", como disse o seu filho Ismail al-Sharif ao jornal kuwaitiano Al Jarida, o Dr. Fadl começou a distanciar-se de Bin Laden. Ficou desiludido porque este "não ouvia os conselhos de ninguém e só se escutava a si próprio".
O ultraje maior foi quando soube que Zawahiri lhe havia apagado partes de Al-Jami' nas quais criticava o Gama'at al-Islamyya (Grupo Islâmico), que procurava derrubar Mubarak através de uma revolução social "em nome de Deus". Mais: o título original do Compêndio foi mudado, e passou a ser Guia para o caminho da rectidão, fé e Jihad. Em 1995, Zahawiri foi ao Iémen pedir perdão ao mentor, mas este recusou vê-lo e falar-lhe. Na recente entrevista ao Al-Hayat, o Dr. Fadl justificou a ruptura: "Não conheço ninguém na história do islão que se tenha envolvido, como Ayman, em tanta mentira, fraude, falsidade e traição de confiança ao violar o livro de outro."
No Iémen, o trabalho voluntário e gratuito de um talentoso cirurgião numa povoação remota chamou a atenção dos serviços secretos, que foram buscar Al-Sharif após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. No entanto, ao ver pela televisão as imagens da destruição das Torres Gémeas em Nova Iorque, o Dr. Fadl criticou a operação como "um suicídio de grupo". A sua previsão de uma implacável retaliação confirmou-se: quase 80 por cento dos operacionais da Al-Qaeda no Afeganistão foram mortos desde 11 de Setembro até ao final de 2001. Entre os mortos estava Abu Hafis al-Masri, o líder militar. Após o seu desaparecimento, Al-Sharif terá comentado: "A Al-Qaeda acabou porque os restantes membros são zeros."
Na prisão
Em 2004, o emir da Al-Jihad e ideólogo da Al-Qaeda apareceu, sem que ninguém desse conta da sua transferência, segundo a Human Rights Watch, na cela Escorpião da prisão de Tora no Egipto. Foi aqui que decidiu rever as suas obras anteriores levando a liderança da Al-Qaeda, pela primeira vez na sua história, a responder a uma dissidência interna.
Em Março de 2008, depois da primeira diatribe após o fax para o Asharq al-Awsat, Zawahiri fez publicar, de novo na Web, uma carta de 188 páginas em que procura desacreditar Al-Sharif. O documento do Dr. Fadl, acusa, "foi escrito sob ameaça, supervisão, orientação e financiamento da campanha dos cruzados e sionistas".
Zawahiri prossegue: "Digo a todos os muçulmanos, se eu ou um dos irmãos formos capturados e mais tarde, na prisão, divergirmos das nossas convicções, não nos reconheçam ou aceitem." E relembra que Al-Sharif "já desistira da jihad em 1994 (...) coexistindo peculiarmente com as forças de segurança iemenitas até ao 11 de Setembro, altura em que ele foi entregue ao Egipto sob pressão dos Estados Unidos. (...)Tenham presente que temos o direito de fazer aos infiéis o que ele nos fazem (...) mesmo que matemos alguém que não seja permitido matar."
Que impacto?
Khalil al-Anani, analista egípcio e investigador da Brookings Institution, está convencido de que a Al-Qaeda se tornou mais uma "ideia" e menos uma "organização". Numa entrevista ao P2, por e-mail, refere que a rede de Bin Laden "se assemelha cada vez mais a uma 'marca registada', ou seja, qualquer grupo jihadista que queira lutar contra o Ocidente e os regimes árabes diz que é uma ramo da Al-Qaeda". Por isso, acrescenta, é difícil atestar que a Al-Qaeda 'original' ainda existe depois dos duros combates e acusações" de que tem sido alvo.
Em seu entender, os ataques que têm sido cometidos no Iraque, na Argélia e no Afeganistão "não têm nada a ver com a Al-Qaeda 'original', mas sim com grupos violentos locais que usam a cobertura da Al-Qaeda para atraírem jovens."
Sobre a "revisões" do Dr. Fadl, o autor de Muslim Brothers in Egypt, considera-as "verdadeiras e genuínas", mas coloca uma questão: "Até que ponto irão afectar as novas gerações de jihadistas? Neste caso, tenho muitas dúvidas e por várias razões. A primeira é a de que não há relação directa entre o Dr. Fadl e a terceira geração de jihadistas pós-11 de Setembro no Afeganistão e no Iraque. Muitos nem sequer leram os seus livros. Segundo, há novos líderes e teóricos da jihad que podem preencher o vazio da literatura do Dr. Fadl, como Abu Moahmmed al-Maqdesi, que escreveu mais de 50 livros, mais literais e extremistas do que os de Al-Sharif. Outro é o palestiniano Abu Qatada (Omar Muhammed Othman), cujas fatwas [éditos religiosos] há muito inflamam a violência jihadista na Argélia. Terceiro, a situação doméstica e regional encoraja uma propagação das ideias jihadistas e salafistas mais do que no passado."
Anani não considera as "revisões" de Al-Sharif/Dr. Fadl uma rebelião ou uma revolução. "É uma coisa boa mas não é suficiente", frisa. "Não creio que estas revisões venham a afectar muito a velha geração da Al-Qaeda, porque esta pagou um preço elevado pelas suas ideias e não permitirá que ninguém, nem mesmo o Dr. Fadl, a prejudique. Além disso, muitos [dessa velha geração] têm dúvidas sobre as revisões do Dr. Fadl. Acham que ele foi obrigado a fazê-las."
A opinião de Raouf Ebeid, director do Political Islam Online, um site americano especializado em questões de militância islâmica, não é muito diferente da de Khalil al-Anani. O novo manifesto do Dr. Fadl "terá provavelmente algum impacto entre os 'verdadeiros crentes', assim como um efeito desmoralizador numa organização central já desmoralizada", diz ao P2 numa troca de e-mails e conversas telefónicas. "Não é porém, o livro do Dr. Fadl o responsável pelo recuo da Al-Qaeda. O ponto de viragem surgiu quando líderes tribais e a população iraquiana sunita se viraram contra [o assassinado dirigente Abu Mussab] Zarqawi e outros no Iraque. O efeito negativo de uma luta fratricida muçulmanos-muçulmanos espalhou-se por todo o mundo árabe/islâmico."
Para Ebeid, "o único e mais pequeno grupo jihadista activo no mundo árabe está na Argélia, com um objectivo muito circunscrito, e está a ser ferozmente combatido pelo Governo argelino. Acontece que a Argélia é um país vasto e algumas áreas escapam ao controlo governamental, o que permite que este tipo de operações [terroristas] exista e floresça".
Ebeid também não confia nas informações que dão conta de um ressurgimento da Al-Qaeda no Paquistão e no Afeganistão. A sua explicação é outra: "Os taliban querem controlar o território na fronteira e desejam implantar um regime salafista. Estas pessoas têm pouco que ver com a Al-Qaeda nem estão interessadas em atacar os EUA ou outros países ocidentais. O problema no Paquistão tem a ver com o facto de os taliban verem um aliado em Nawaz Sharif, com ambições presidenciais e apoiado pela Arábia Saudita. Não se trata tanto de uma questão de terrorismo mas sim de saber quem controlará o Paquistão depois de Musharraf."
Fim do princípio?
Walid Phares, especialista em questões de terrorismo global na Foundation for the Defense of Democracies, em Washington, reconhece que "nos últimos anos a Al-Qaeda sofreu uma dissidência e foi abandonada por jihadistas, como o Dr. Fadl, presos por regimes árabes e muçulmanos". Mostra-se, porém, mais céptico do que Anani e Ebeid. "O que está a ser criticado não é a ideologia da Al-Qaeda ou os seus objectivos finais", sublinhou Phares numa entrevista ao P2, por e-mail. "O que tem sido criticado são a gestão e as estratégias" da organização.
"Não devemos interpretar mal as críticas na Al-Qaeda", alerta. "Os que abandonaram o jihadismo como ideologia são verdadeiros reformistas, sejam eles da Al-Qaeda ou wahabitas [corrente saudita] clássicos. O jihadismo é medido pela reforma e oposição ao movimento terrorista, não basta criticar as tácticas. Por exemplo, o grosso das críticas a que temos assistido ultimamente, e que deixou muitos entusiasmados no Ocidente, tem a ver com os erros cometidos pela Al-Qaeda, mas não com a rejeição da teoria. Seria como estalinistas criticarem os trotskistas."
Se o americano de origem libanesa Walid Phares, autor de The Confrontation: Winning the War against Future Jihad, não apoia as teses de que "a Al-Qaeda está derrotada ideologicamente", já Lawrence Wright, que escreveu Torres do Desassossego (considerado "o livro" sobre "A Rede") e publicou recentemente na New Yorker um longo artigo intitulado The Rebellion Within, valoriza as revisões do Dr. Fadl por ele não estar sozinho.
O Xeque Salman al-Odah, um teólogo que Bin Laden muito admirava, apareceu recentemente numa das mais populares estações de televisão árabes (MBC) a ler-lhe uma carta: "Irmão Osama, quanto mais sangue tem de ser derramado? Quantas mais crianças, mulheres e idosos inocentes serão mortos, mutilados e expulsos das suas casas em nome da Al-Qaeda?"
Peter Bergen e Paul Cruickshank, autores de The Unravelling, extensa reportagem publicada em The New Republic, também evocaram a mensagem do xeque Odah (famoso pelos seus sermões contra a presença das tropas americanas no reino saudita, que o prendeu em 1984) e o manifesto Dr. Fadl como "sinais de repúdio que vão apressar a implosão" do movimento terrorista. E citam Churchill, depois da batalha de El Alamein, em 1942, que ele considerou o ponto de viragem na Segunda Guerra Mundial: "Isto não é o fim. Não é sequer o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio."

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